segunda-feira, 9 de julho de 2012

Conselhos do Ti'Ricardo

Neste verão, aproveitem enquanto estão na praia, ou piscina, e puxem os fatos de banho aos vossos mais que tudo.



É uma brincadeira divertida

Foi um: Conselho do Ti'Ricardo.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A frase "mai" linda de amor

Na estação de comboios da Malveira pode ler-se a melhor frase já alguma vez escrita por alguém:


«NADIA 

PATRICIA 

AMOR 

INTERNO»


É que, claramente, não é algo apenas físico...

terça-feira, 3 de julho de 2012

Insólito

No sábado passado, estou prestes a sair de casa para uma saída ao Arraial e ao Bairro Alto com duas amigas, quando ouço chamar o meu nome (elas tinham saído primeiro enquanto eu ficava para trás com o propósito de desligar as luzes). Chego à minha porta e deparo-me com isto:

Pois é, alguém horrível ao que parece abandonou este coelhinho, ou coelhinha, anão à porta do meu apartamento em Lisboa. 


E pronto, é uma criatura irrequieta (podera, com o trauma do abandono) e hoje, apesar de nervoso, acho que adorou ser o centro das atenções, tanto no metro como no comboio. O melhor foi: um menino a perguntar se "É um gato?", se "Comprou-o à pouco tempo?" e se "Leva vacinas?"; uma senhora idosa a olhar para a gaiola e para mim durante a viagem (e eu cheio de vontade de me rir e não o fazer); outra a comentar com o senhor pica do comboio a situação; e, para assombro do bicho e meu também quando olho para a estação e vejo que as crianças de um infantário iriam entrar no comboio e viajar connosco, foi o centro das atenções dos petits que me perguntavam o que era, qual era o nome dele e se "Senhor, podemos fazer miminhos ao coelho?" e lá saco eu do bicho (todo nervoso), é acarinhado e levantam-se outros tantos petits do lugar para virem fazer-lhe umas festinhas.

E pronto, agora já estou na aldeia para as férias, ele também e já andou a passear pelo jardim cá de casa e a devorar uma flor do jardim da minha mãe.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Parabenizar

Vá, toca a dar os Parabéns ao Abacalhoado que hoje é o dia dele.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Lembrete

Não ficar triste por causa de um rapaz que não gosta de nós da mesma maneira...


Just Saying...

domingo, 24 de junho de 2012

Matem-me já.

(Isto passou-se na sexta à noite)
Perdi o o autocarro das 19h que voltaria para a aldeia, mas era o destino...
Perto das 21h, nova hora de embarque, e dirijo-me ao autocarro. Pergunto ao motorista de que lado é a bagagem, vou colocá-la, espero na fila, entrego o meu bilhete ao motorista e ele diz-me "Não é este o autocarro. É o que está na linha 2...". Só penso, *Fuuuu, só não acerto no euromilhões* (Tinha acontecido o mesmo a uma senhora e ao ver pensei que a mim me iria acontecer o mesmo, e aconteceu!). "Obrigado". Vou buscar o malote (aka saco de desporto) e corro até ao autocarro, pergunto de que lado é a bagagem, entrego o meu bilhete ao senhor motorista, entro no autocarro e finalmente olho para o meu bilhete, lugar 9. *A sério!? Tão cá à frente...* Ponho-me a olhar para os números que estão em cima, está um moço no lugar do corredor onde seria o meu lugar e no banco do lado da janela uma mala que deveria ser de senhora. *Bem, não vou fazer as pessoas mudarem de lugar*. Continuo a andar pelo corredor, olho para a frente e está toda a gente sentada do lado da janela com o lugar do corredor vazio. Ando um pouco, uma rapariga com uma mala no lugar do corredor, *Okay, esta não deve querer companhia* e continuo a andar. Mais uns passos e um rapaz que me parece gay *Okay, senta te aqui, está de phones nos ouvidos e daqui  a nada só te sentas nos últimos lugares* (Sim o moço era giro). E lá me sentei. Coloco os meus phones, respondo a sms's, e começo a ouvir música nos meus phones...
*Como é que se põe mesmo conversa com rapazes giros e gays no autocarro?* O autocarro sai da garagem. O moço acende a luz e apaga-a, para ver se esta funcionava, suponho eu. *Bem já é de noite e comprei a vogue (Há lá melhor maneira de ele pensar que também eu sou gay? Isto é, se não percebeu já), quero lê-la e também devia dar uma olhadela pelos apontamentos. *Hmmm, posso perguntar se posso acender a luz*
"Olhe importa-se que acenda a luz?". R.: "Não, estás à vontade"  
* Espera lá! A sério que acabei de o tratar por você? Que cona, *facepalm**. 
Saco da minha Vogue, começo a folheá-la. Chego à parte das festas e o moço comenta o vestido da Byoncé (que não percebi se gostava ou não, eu já nao ouvia nada, mas alguém me dá um tiro?), a Anna Wintour e o seu vestido que tinha uma lagosta e comenta também o facto de ela ir apoiar  o Barack Obama nas Eleições e qualquer coisa sobre ela ir para Londres. 
E eu, muito sapiente, digo: "Hammm... A sério? Não sábia. É que se essa notícia é recente andei morto para o mundo durante umas duas semanas". R.: "Ah, pois a notícia tem dois ou três dias". 
Já não me lembro se respondi algo ou não, mas pensei, *A sério que lhe disse que estive morto para  o mundo!? Estive o quê, em coma durante duas semanas?* Bem lá continuo a folhear a revista, sim folhear, porque não conseguia prestar atenção a nada do que supostamente lia., estava a tentar arranjar maneiras de tentar pôr e manter uma conversa com o moço. Depois penso que é melhor dar uma olhadela aos apontamentos, pode ser que seja mais produtivo e pergunto ao moço se quer ver a revista visto que tenho de estudar. Ele diz que sim e agradece. 
Fica a ver a revista, eu os meus apontamentos, ainda saco do meu Moleskine (Sim, foi só para mostrar que tinha um) e escrevo uma ideia que tive acerca da matéria. Volto a arrumar as coisas. Olho para o lado e vejo que o moço está a ler sobre a parte da música, debruço-me (se tivesse mamas esta seria claramente a parte em que evidenciava o meu decote) e vejo o artigo que me tinha escapado a atenção. *A sério que me debrucei sem pedir para ver!?*facepalm**, ou melhor, nesta altura já pegava no martelo que está no autocarro em caso de acidente e agredia-me com ele. Volto aos apontamentos, o moço acaba de ver a revista entrega-a agradece-me, e eu penso, *Vá é agora que tens de dizer algo para tentar meter conversa*, e respondo : "Hammm... De nada" * ¬¬ *. 
Arrumo a revista, leio mais uma parte dos apontamentos enquanto penso no cona que sou, quero dizer, o moço a querer meter também conversa e eu sem ser capaz de lhe a dar. Arrumo o caderno, o moço está sem phones, volto à vogue, termino e arrumo as coisas, digo que pode desligar a luz e agradeço, ele diz de nada e agradece também desligando a luz... Entretanto, o moço percebendo que eu sou um caso perdido coloca os phones e recosta-se sobre o banco.
E pronto, fui o resto da viagem a chicotear-me mentalmente. 
E lá se foi a minha oportunidade, duas horas ao lado dele e nada. Nem sequer ganhei coragem para escrever o número num post-it e entregar. Raios me partam!

Para a próxima faço algo como isto:


sábado, 23 de junho de 2012

Chapéus há muitos...

Juro que fui olhado desde o momento em que o senhor entrou no metro até ao momento em que eu saí, e um bocado mais.
Sabem quando começam a usar algo novo ou diferente e parece que toda a gente está a olhar para vós?
Pois bem, eu também tenho essa sensação, mas, naquela manhã, deu-me para aquilo e lá saí de casa da minha amiga com o chapéu dela. Olhei-me ao espelho e ficou-me bem. Como o meu cabelo anda em estado de guerra foi uma solução eficaz e que embelezava a minha pessoa, ainda mais claro, e vá, dava um toque de estilo. (Que bicha quer-se estilosa, mas não feminina. BTW, o chapéu também poderia ser de homem...).
Fomos à faculdade e depois para o convívio num café que é muito giro e fica à beira Tejo (até faria publicidade, mas quem conseguir adivinhar tem um prémio: O direito de me levar lá e pagar-me uma sobremesa. Ham, que tal? Sou ou não sou uma alma generosa... J.K.)
E lá fui confirmando que o chapéu me ficava bem, pois elas diziam-me e eu perguntava.
Voltavamos para casa da minha amiga usando o metro, onde normalmente olho para as portas quando estas se abrem, vi um homem e vi-o a pousar logo o olhar em mim.
Pensei *Pronto, já está*... Continuo na conversa com elas e o senhor vem sentar-se nos bancos ao lado, de frente para mim. Eu ia olhando para a porta, para o mapa da rede, para o aviso das estações... E o raça do homem sempre a olhar para mim. Não um olhar de fazer malícia, mas de... "Vou te comer, vou te comer mas soft" (?)... Ou melhor, "sei que és gay, eu também sou, e comia-te..." Vá, tenho de ser bomzinho, olhar de "gostava de te conhecer"(?). Hmmm... Não, não era este o olhar. Mandei uma cotovelada a uma delas e perguntei, "Isto está mesmo a acontecer?". Ela, "O quê?" enquanto olhava em volta, "Pois... Parece que está". É que para mais a minha outra amiga não sabe que sou gay. E o outro não parava de olhar, nem enquanto falava ao telemóvel.  
Chego à paragem pretendida, saímos, estava para ir comentar a situação e olhei de novo para o metro quando vejo o senhor, desta vez, a olhar pela janela, para mim e a falar ao telemóvel. Só o vejo a levantar me os dedos, meio sorriso e a acenar-me... 
E pronto, foi o primeiro engate gay de que fui alvo no metro. O senhor podia era ter sido melhor para primeira vez, mas, pelo menos, tenho uma história para vir aqui contar.

Hahaha bem, parece-me que fico mesmo bem de chapéu. Isso ou o senhor anda desesperado.