quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Aparece-me com cada um

Ontem aconteceu-me um episódio e eu pensei logo *Isto vai tãooo parar ao blog*, mas não estou com grande vontade de escrever portanto não sei como vai sair, deixe-mo-nos ir no percursor sombrio.
Introdução: A minha vida está compartimentada em várias esferas, como acredito a de toda a gente. E estas estão muito bem definidas e organizadas para mim e não se misturam todas umas com as outras. É a família, a faculdade, os amigos, o blog, o ser homossexual, a música, a fotografia, o cinema, a aldeia, Lisboa, etc. e tal. E estas esferas não se tocam todas umas com as outras, i.e., a família (ainda) não toca com a esfera homossexual, ou a do blog (a minha mãe a ler as coisas que escrevo por aqui seria qualquer coisa), por exemplo, e a esfera dos amigos toca com a da faculdade, alguns deles com o blog, por aí fora. Há também uma espécie de trabalho que tenho e é algo que vou fazendo muito de vez em quando e que, por isso mesmo, tem a sua esfera própria, pequena e separada das outras. Ninguém ali adivinha qual é o meu background, modéstia a parte, graças à atitude que ali tenho, e quando digo o que faço, o que estudei e estudo, se surpreendem. Nenhuma destas esferas me define maioritariamente, como acredito assim seja com toda a gente. E penso que não exista ninguém, para além de mim (mas eu sou o universo e o acesso total central ao e do mundo), que conheça todas as minhas esferas de forma directa. Basicamente, é aquela coisa adolescente de que ninguém me conhece verdadeiramente para além de mim. E eu não gosto que essas esferas se encontrem a não ser quando eu quero, quando faz sentido para mim. Gosto muito do facto de não haver ninguém que conheça toda a minha vida, pronto.
Avançando: Ontem lá fui ao tal trabalho, que vou fazendo muito de vez em quando (vêem como a esfera do trabalho não toca aqui a esfera do blog?), e andava por lá um moço que, falando depressa e bem, como uma das meninas com quem estava a travar uma relação de companheirismo disse: "Há gente muito chata". O moço não tem qualquer tipo de decoro social (e é uma coisa que eu acho tão importante), mas pronto tem 15 anos, estava com um grupo de amigos, pode fazer figuras e falar muito alto...  Tudo bem. O problema é quando o miúdo de 15 anos se faz a mim. Com uma conversa tão explícita que eu só pensei *Eu com 15 anos nunca na minha vida faria isto, nem sequer agora com 21 anos de idade. Esta gente tem a escola toda muito cedo. No me gusta* e ainda para mais numa situação de trabalho. A minha esfera homossexual estava a entrar na minha esfera do trabalho e não me parece nada bem, essa esfera não me define. Mas vamos lá à situação e a ver se eu explico isto com graça que é a única maneira de olhar para as coisas.
Situação: O moço senta-se perto de mim (ao meu lado) e das meninas com quem estava a travar uma relação de companheirismo por estarmos ali (foi a primeira vez que as vi e que falei com elas), e começa -"Que idade têm?" lá respondemos todos. [Ah, deixem-me salientar que quando eu não gosto das coisas não ligo nenhuma de forma activa. Portanto este episódio está cheio de falhas na minha mente. Outra coisa que faço é dizer que não a tudo, perguntar sempre "Hum?" de forma a que repitam a pergunta. Isto tudo para ver se a coisa morre ali, mas não foi o que aconteceu neste caso]. E o moço diz que tem 15 anos. Depois lá nos pergunta os nomes *Ou terá sido ao contrário? Anyway*... Depois, não sei como nem porquê (foi porque nos virámos para outro lado de forma a tentar evitar o moço) começa a falar para mim em sussurro -"Olha, tu jogas noutra equipa, não é?" *Ham!? WTF!? Que péssima maneira de começar moço, deixa-me já dizer-te. Ai a minha vida, já não estou a gostar do rumo disto. Oh god, why? Faz de conta que não percebes, assim o moço percebe que não deves ser gay, uma vez que não percebeste o que é a pergunta* -"Desculpa, o quê?" -"Se jogas noutra equipa?" *Jogo noutra equipa? A sério? Responde que és do benfica...* -"Se jogo noutra equipa... Como assim?" Aqui o moço começa numa luta interna a pensar como deve fazer para transmitir a ideia que ele quer. -"Não estás a perceber a minha pergunta?" *Toda a gente percebe a tua pergunta meu caro, não estou é interessado em responder a essa pergunta, nem a ter esse tipo de conversa contigo. Coloca um ar confuso, encolhe os ombros, és tão tótó da aldeia, tão inocente, que não sabes nada desta vida* -"Não..." respondo. O moço ajeita-se, percebem-se as engrenagens cerebrais num conflito de, digo ou não digo? Este tipo está é a gozar comigo. *Vá-la, esquece o assunto. Esquece o assunto, se eu te disse que não percebo é porque não sei do que estás a falar, logo não sou gay...* -"Do que é que gostas?" *Ai, a minha vida. O que vale é que a esta já tenho resposta pronta. Ar confuso* -"Em relação a que?". Mais engrenagens a trabalhar -"Então... Do que é que gostas... És gay?" *Pronto, foi directo. Mente! Não vou mentir, não é algo que precise de ser desmentido, não é nada de errado ser gay. Mas não quero ter esta conversa, o tipo está a atirar-se a mim. Meu Deus, só tem 15 anos. Eu com 15 anos estava no meu cantinho... Minto ou não?*

E pronto, o post vai longo. E hoje vou trabalhar outra vez, tenho de me ir preparar para não chegar atrasado. O moço também vai hoje. Portanto, cheira-me que para além da continuação deste post e desta situação, vou ter a situação de hoje...

Legenda:*(Pensamentos)*

terça-feira, 15 de Abril de 2014

Isto de não ter um mais que tudo...

 

É uma chatice. Devia ir dormir, mas não me apetece ir sozinho.
Uma pessoa a querer dormir acompanhado e não pode... Isto do Dionisíaco e da Primavera é tramado.


(Este GIF dá para tudo)

domingo, 13 de Abril de 2014

Diz que é dia do beijo


Divirtam-se, que ainda vão a tempo de comemorar este dia.

Pelo menos quem pode

quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Too Much Information XI - O amor anda no ar

Vou responder, pela primeira vez, ao desafio das TMI Questions, que chegam até mim (nós) através dos Coelhos. (Ela tarda, mas chega.)

1- Quem foi a primeira pessoa a dizer "Amo-te"? (A mãe não conta!)
Hmm... Foi o meu primeiro namorado.

2- Quem foi a primeira pessoa a quem disseste "Amo-te"?
Foi também ao meu primeiro namorado. :)

3- Amor à primeira vista ou um amor que vai crescendo?
Paixão à primeira vista, o Za Za Zu, e depois um amor (seja lá o que for) que vai crescendo.

4- Quem foi aquela paixão que de repente desapareceu?
Porque não há (amor) paixão como a primeira: AQUI.

5- Um único amor de uma vida, ou mais do que um?
Pois, espero no fim da minha vida poder responder (de forma feliz). Mas será a minha resposta, certamente, cada um terá a sua e parecem-me ambas válidas. Ainda não vivi o suficiente para poder responder com certeza.

6- Alguma vez te arrependeste de dizer "Amo-te"?
Não. Nunca o disse por dizer.

7- As músicas românticas são tolas?
São, claro! Mas e depois? Tudo faz parte da vida e essa disposição é qualquer coisa de maravilhosa. Especialmente quando somos retribuídos de igual forma.

8- Qual é a tua música romântica favorita?
Ui, vai variando. Acho que não tenho nenhuma música favorita...

9- És romântico?
Não, nada. Isto é, no trato, com o mais que tudo, acho que sim, dar miminhos, abracinhos, beijinhos (e miminhos outra vez) e cuddle, etc... Sim, penso que sim. Agora, fazer coisas românticas já nem por isso. Pelo menos, nunca o fiz até agora. Não me parece que tenha jeito algum. Sou muito mau namorado nisso. Por exemplo, o meu primeiro namorado escreveu-me uma carta de amor (a única da minha vida, pelo menos até agora) e eu não retribui. E até que gosto que me façam coisas românticas, desde que não sejam altamente pirosas e sejam engraçadas. (De vez em quando desce em mim uma mariquita pirosa.)

BÓNUS
Alguma vez disseste "Amo-te!" no calor do sexo? Isso conta?
Não, acho que não. Se conta? Claro que conta, deve ser como quando estamos bêbedos (não sei, que nunca estive bêbado) e ao que parece dizemos mais verdades. E conta pelo menos por ser aquele momento, naquele momento.

terça-feira, 8 de Abril de 2014

Sabedoria do Ti'Ricardo

Umas palmadas nunca fizeram mal a ninguém.



quinta-feira, 3 de Abril de 2014

Desabafo da bicha

Há coisas que não são para acontecer numa Faculdade. Aliás, em qualquer nível de ensino. Nem na minha Primária vivi isto. Custa ser sempre honesto, ter de lutar pelas minhas coisas, em todos os campos, e ser injustiçado. E custa ser santo numa terra de pecadores.
Pelo menos tenho a consciência limpa relativamente ao trabalho que fiz, não me vendi. Apesar de hoje, no fim, lhe ter apertado a mão e dizer "Obrigado, Professor" (Mas porquê é que eu havia de ser tão bem educado!? Mas já lavei as mãos...). Devia era ter mandado a criatura à merda com as letrinhas todas.
Da mesma maneira que há gente que não devia ser pai ou mãe, há gente que não devia ser docente. 
Como diz a minha mãe, depois de ter sido injustiçada de alguma forma:

"Não há um car*lho que não me f*da!".

quarta-feira, 2 de Abril de 2014

Pensamentos...


... às duas e meia da manhã por quem não consegue adormecer (eu)

Se Paris é a cidade das luzes, Lisboa é a cidade da luz...