Já foram votar?
Depois queixem-se de que não podem casar...
domingo, 4 de outubro de 2015
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
O número - o desafio
Ontem, em conversa com o inefável começámos a contar as pilas que já nos passaram pelas mãos. Eu confesso que até fiquei corado com o meu número e tenho medo de haver ainda alguma que me esteja a escapar.
Achei piada ao exercício porque, apesar de pensar, por razões óbvias, que não se deve ter uma contagem ou fazer listas com as pessoas com quem já dormimos (com a quantidade de pessoas com quem já DORMI essa contagem já está perdida), a verdade é que, muitas ou poucas, o primeiro número que dizemos não vai estar certo (tá, se for só um...), há sempre uma (ou mais outra) que nos escapa. E quanto maior for o número das quais automaticamente nos lembramos maior também será o número daquelas que nos esquecemos. A não ser que tenham uma listagem atrás da cama ou vivam a vossa vida em função do número de pessoas a quem já tocaram no berimbau para algum divertimento...
Achei piada ao exercício porque, apesar de pensar, por razões óbvias, que não se deve ter uma contagem ou fazer listas com as pessoas com quem já dormimos (com a quantidade de pessoas com quem já DORMI essa contagem já está perdida), a verdade é que, muitas ou poucas, o primeiro número que dizemos não vai estar certo (tá, se for só um...), há sempre uma (ou mais outra) que nos escapa. E quanto maior for o número das quais automaticamente nos lembramos maior também será o número daquelas que nos esquecemos. A não ser que tenham uma listagem atrás da cama ou vivam a vossa vida em função do número de pessoas a quem já tocaram no berimbau para algum divertimento...
Não, não vou revelar o meu número ou pedir que revelem o vosso, isso não importa nada ou quer dizer o que quer que seja. Mas, se estiverem sem nada para fazer (ou sem vontade de escrever a tese), pensem nisso e tentem lá acertar no número: quantas pilas já vos passaram pelas mãos? E depois pensem seriamente a ver se o número se mantém.
P. S.: se se lembrarem do primeiro e ultimo nome de toda a gente, sem ir ao facebook, ganham um prémio.
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Ser gaja...
... Tem as suas vantagens.
Estava eu na fila da cantina e agarro no último pudim. A moça que está ao meu lado faz um "OoOOOooOohhh", assim como quem está desiludida porque lhe roubam o pudim que ela queria desde o início da fila. Eu, como boa pessoa que sou e cavalheiro, dei-lhe o pudim e agarrei numa gelatina, a única outra sobremesa disponível.
Como é óbvio se fosse eu a fazer um <<"OoOOOooOohhh", assim como quem está desiludida porque lhe roubam o pudim que ela queria desde o início da fila.>> o tipo que estaria ao meu lado só olharia para mim com o ar mais estranho e confuso do mundo, pensaria como sou weirdo e gozaria comigo quando chegasse à mesa com os seus amigos...
A moça ainda me perguntou no final da fila em inglês, é estrangeira, se eu gostava de pudim. Não, só agarrei no pudim porque, não gostando, queria destruir as possibilidades de quem gosta de comer pudim.
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First World Gay Problems
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
First World Gay Problems
Toda a gente conhece aquela mítica cena em que se vê um quarto, já iluminado pela luz límpida e cristalina da manhã, e uma moça, após uma noite de amor (ao fim do terceiro encontro) com um homem (super jeitoso) que virá a ser o seu "home" (claro), a entrar no quarto trajando nada mais que a, não menos mítica, camisa do dito cujo.
Claro que a cena nos mostra umas pernas sexy debaixo da camisa dando a entender que a moça, que encontrou o seu home, não usa mais nada por debaixo.
Até poderia não ter existido uma cena anterior. Poderia iniciar-se assim qualquer narrativa e nós saberíamos que tinham feito o amor. E, bolas, como ela é sexy e obviamente que o dito cujo não quer outra mulher, não quer mais nada senão possuí-la e escalabrá-la ou barlaitá-la (como preferirem) ad eternum.
Mas e nós!? Gays deste mundo. Que nos adienta vestir a camisa do homem e entrar no quarto já iluminado pela luz límpida e cristalina da manhã?
O mais provável é o dito cujo, i. e., o tal homem jeitoso que escalabrámos ou deixámos (nos) escalabrar (ou ambos), ao fim do terceiro encontro, e que virá a ser o nosso "home", já nos ter visto de camisa. Se não viu já devia ter visto. Quer dizer, não é o terceiro encontro com alguém e vocês ainda não levaram uma camisa para parecerem todos janotas. Por conseguinte, o impacto já não é tão eficaz.
De seguida, por muito sexy que sejam as pernas masculinas (e os rabos!), parece que falta sempre ali qualquer coisa na cena, não tem tanto charme, o toque de je ne sais quoi. (No fundo, o facto de aquela peça ser tradicionalmente masculina e existir ali a ideia de transgressão e de que a tipa é uma grande e sexy maluca).
Por fim, de que nos adienta a nós dar a entender que não existe mais nada por debaixo daquela camisa quando, ao usá-la, se percebe perfeitamenrte uma, chamar-lhe-ei para efeitos desta narrativa, "trombinha" a espreitar por debaixo da camisa? Não há o "dar a entender". Está ali. E, convenhamos, não é necessariamente a coisa mais sexy. Especialmente depois de se ter percepcionado a "trombinha" em todo o seu esplendor...
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domingo, 13 de setembro de 2015
O Grinde
Eu cá não sei. Mas se calhar sou eu que faço algo de errado. Este nunca mais falou comigo:
Vá-se lá perceber o porquê, sou encantador.
sábado, 5 de setembro de 2015
A mariquita e o call center
Eu, fraco, me confesso: estou a pensar muito seriamente em sair mais depressa do call center do que entrei.
Eu sei que não posso mudar o mundo. Eu sei que a culpa não é minha. Eu sei que faço apenas o que me mandam e que não vale a pena stressar. Eu sei que as pessoas até podem não ficar com uma má impressão minha, mas sim da empresa. Mas a verdade é que já chorei por causa desta merda, mais do que uma vez. E se há coisa que eu não faço é chorar, fico feio.
Eu sei que não tenho de me preocupar, não me pagam para isso. Mas a verdade é que me custa imenso, sinto que estou a dar o meu nome e a minha voz para enganar pessoas. Deito-me a pensar nas pessoas e acordo a pensar nelas. Sinto-me stressado durante aquelas horas, uma tortura. Quero trabalhar, trabalhar a sério. Fazer as coisas como devem ser. Não quero andar a entupir um call center com trabalho desnecessário e clientes descontentes porque é tudo normal, não podemos mudar as coisas e depois habituamo-nos. Não me quero habituar. Custa-me imenso abandonar aquilo porque sinto que é uma falha. Que estou a falhar porque não aguentei trabalhar, na merda (pardon my french) daquele trabalho. É um trabalho num call center e acho que vou desistir daquilo e dedicar-me à tese que isso é que faço bem.
Ainda ouvi nos meus primeiros dias, quando disse à supervisora que nunca tinha trabalhado em call center: " a sério? Olha que não parece". Sinceramente, não me soou a elogio.
E eu que quando era miúdo queria era crescer e ser feliz.
terça-feira, 25 de agosto de 2015
First world gay problems
Quando estamos numa formação, temos uma dirty mind e perguntam o significado da sigla "c2c" nós sabemos que não deve ser aquele que conhecemos. Não temos outra solução se não rirmos silenciosamente e disfarçar, ou as outras pessoas pensarão que somos simplesmente parvinhos.
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Bicha que é Bicha,
Face ordinária,
First World Gay Problems
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