sábado, 5 de setembro de 2015

A mariquita e o call center

Eu, fraco, me confesso: estou a pensar muito seriamente em sair mais depressa do call center do que entrei. 
Eu sei que não posso mudar o mundo. Eu sei que a culpa não é minha. Eu sei que faço apenas o que me mandam e que não vale a pena stressar. Eu sei que as pessoas até podem não ficar com uma má impressão minha, mas sim da empresa. Mas a verdade é que já chorei por causa desta merda, mais do que uma vez. E se há coisa que eu não faço é chorar, fico feio.
Eu sei que não tenho de me preocupar, não me pagam para isso. Mas a verdade é que me custa imenso, sinto que estou a dar o meu nome e a minha voz para enganar pessoas. Deito-me a pensar nas pessoas e acordo a pensar nelas. Sinto-me stressado durante aquelas horas, uma tortura. Quero trabalhar, trabalhar a sério. Fazer as coisas como devem ser. Não quero andar a entupir um call center com trabalho desnecessário e clientes descontentes porque é tudo normal, não podemos mudar as coisas e depois habituamo-nos. Não me quero habituar. Custa-me imenso abandonar aquilo porque sinto que é uma falha. Que estou a falhar porque não aguentei trabalhar, na merda (pardon my french) daquele trabalho. É um trabalho num call center e acho que vou desistir daquilo e dedicar-me à tese que isso é que faço bem. 
Ainda ouvi nos meus primeiros dias, quando disse à supervisora que nunca tinha trabalhado em call center: " a sério? Olha que não parece". Sinceramente, não me soou a elogio. 
E eu que quando era miúdo queria era crescer e ser feliz. 



terça-feira, 25 de agosto de 2015

First world gay problems

Quando estamos numa formação, temos uma dirty mind e perguntam o significado da sigla "c2c" nós sabemos que não deve ser aquele que conhecemos. Não temos outra solução se não rirmos silenciosamente e disfarçar, ou as outras pessoas pensarão que somos simplesmente parvinhos. 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Sabedoria do Ti'Ricardo

Desculpem-me, não consigo traduzir para português este pensamento de forma a que fique catita.

The problem with guys with big dicks is that, usually, they are big dicks.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Não há fome

Uma pessoa passa uma data de tempo sem que ninguém lhe pegue. Solteiro e bom rapaz, como sempre. Depois começam a pegar e aparecem dois ou três a querer também. Se for a contar acho que são 1... 2... 3... 4... (5...) a querer algo comigo agora. Quando digo "a querer algo" inclui o "tira e mete" (if you know what I mean). E, ao que parece, com os empregos é a mesma coisa: Ligam-me para acertar detalhes para amanhã iniciar a formação; 5 minutos passados e ligam-me para ir a uma entrevista, também amanhã; Nem 5 minutos passados e mais um telefonema para me pedirem a morada, no novo trabalho (já estava a pensar que era para me dizerem que nada feito e eu a ter despachado a outra). 
Não há fome que não dê em fartura, já se sabe. 

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O primeiro emprego

Ao que parece consegui o meu primeiro emprego mais a sério. Daqueles em que se desconta para a segurança social e tudo. É a boa notícia.
A má é que é para um cal center (parece que não contratam para outros empregos em Portugal). A boa, outra vez, é que quando os trabalhadores sexuais também começarem a descontar para a segurança social já me posso candidatar para um serviço de sexphone com experiência relevante na área. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O Grinde


Acho que vou enviar esta para aqui: https://www.facebook.com/pages/As-Cinquenta-Sombras-de-Grindr/979077882102312

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Eu não sou de intrigas...

Mas diz que o Cristiano Ronaldo foi de férias com o filho e com um amigo...